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Doppler Transcraniano na Avaliação da Substância Negra

Substância Negra

Antes de qualquer coisa, vamos entender melhor o que é esta tão falada Substância Negra. Assim, depois poderemos falar mais sobre a importância da análise desta área cerebral para o diagnóstico de doenças cerebrais graves.

Doppler Transcraniano na Avaliação da Substância Negra

De uma maneira bem básica e simples, a Substância Negra é uma pequena área do cérebro que abriga os neurônios responsáveis pela produção de dopamina. Ela recebe esse nome devido a sua pigmentação muito escura gerada pela alta presença de melanina.

Os neurônios presentes nesta área são muito importantes. Através da produção da dopamina, agem como neurotransmissores que levam informações às áreas cerebrais responsáveis pelo comando dos movimentos do corpo humano.

Quando essas células produtoras que se localizam na Substância Negra começam a se degenerar ou morrer, ou seja, deixam de executar a sua função com maestria, há então um problema grave que precisa ser avaliado cuidadosamente.

A má execução das funções das células pode provocar falhas nos mecanismos de controle motor do paciente, o que pode ser um grande  indicativo de doenças mais sérias como o Parkinson, por exemplo.

Agora chegamos ao grande “x” da questão!

O Doppler é uma Boa Opção para Análise da Substância Negra?

Para início de conversa, você já deve ter conferido por aqui que o Doppler Transcraniano não é totalmente eficiente quando se trata de Substância Negra, certo?

Embora seja muito útil e eficaz na identificação e avaliação de questões relacionadas ao fluxo sanguíneo cerebral, o Doppler Transcraniano não é capaz de trazer informações precisas sobre a Substância Negra.

Por isso, a Ultrassonografia Transcraniana é mais indicada no diagnóstico destes casos. Além de eficiente na identificação de indícios da Doença de Parkinson, ela é perfeitamente capaz de diagnosticar outras doenças relacionadas a esta área cerebral que “comanda os movimentos”.

Mesmo que seja muito preciso e assertivo na identificação de obstruções e coágulos em vasos sanguíneos cerebrais, o Doppler Transcraniano por si só não é capaz de fazer a avaliação necessária que o Ultrassom realiza em relação à Substância Negra. Por isso, pode ser que um exame seja complementar ao outro.

Vale lembrar que tanto o Ultrassom Transcraniano quanto o Doppler Transcraniano podem ser realizados nos mais diversos ambientes de saúde, sem nenhum risco ao bem-estar do paciente. Eles não utilizam ou emitem qualquer tipo de radiação, oferecendo assim mais conforto e segurança caso seja necessário ser repetido com frequência.

De Volta à Substância Negra…

Para que você tenha uma ideia, o Parkinson está diretamente relacionado à perda da funcionalidade dos neurônios da Substância Negra. Isso é comprovado por diversos estudos que investigam as causas da doença.

Os motivos que levam a perda dessas células da Substância Negra ainda são desconhecidos. Mas sabe-se que o Parkinson, por exemplo, afeta mais um lado desta área do que o outro.

Apesar apresentar sintomas de maneira bem clara, o Parkinson pode ser facilmente confundido com outras doenças que nada tem a ver com a Substância Negra. Portanto, o diagnóstico não é tão simples quanto parece.

Por isso, como sempre lembramos por aqui, o ideal é consultar o seu médico com frequência. Assim, graves problemas poderão ser evitados ou o diagnóstico ser realizado ainda no início, o que ajuda muito.

Então lembre-se: ao menor sinal de alteração na capacidade dos mecanismos motores, o profissional da saúde é quem poderá indicar o exame que melhor ajudará em um possível diagnóstico.

Seja o Ultrassom Transcraniano ou mesmo o Doppler Transcraniano, o importante é cuidar da sua saúde!